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Após derrota nas eleições, militares alegam fraude e dão golpe em Mianmar

O Exército de Mianmar prendeu a cúpula do governo civil e deu um golpe de Estado nesta segunda-feira (1º, noite de domingo no Brasil), assumindo o controle do país e pondo fim à transição democrática iniciada havia dez anos.
A ação começou com a detenção da chefe do governo e principal líder civil do país, Aung San Suu Kyi, do presidente Win Myint e de outras autoridades. Na sequência, os militares cortaram o acesso à internet, declararam estado de emergência e anunciaram que o comandante do Exército, o general Min Aung Hlaing, assumira o controle.
A tensão entre o governo civil e as Forças Armadas –que comandaram o país entre 1962 e 2011– cresceu nas últimas semanas, depois que o partido apoiado pelos militares foi derrotado na eleição legislativa de novembro.
Após a divulgação dos resultados, a cúpula do Exército alegou, sem apresentar provas, que a votação tinha sido fraudada e chegou a afirmar que poderia tomar uma atitude caso o pleito não fosse anulado. No sábado (30), os militares chegaram a ensaiar uma pacificação ao prometerem respeitar a Constituição."
Nesta segunda, porém, o cenário mudou de novo, com tanques nas ruas e soldados tomando o controle de diferentes prédios em todo o país.
Em um pronunciamento, o Exército confirmou que tinha realizado as detenções da cúpula do governo devido às supostas fraudes no pleito.
Eles prometeram realizar novas eleições após um período de emergência de um ano. "Colocaremos em operação uma verdadeira democracia multipartidária."
Mais tarde, os militares removeram 24 ministros de seus cargos e nomearam 11 substitutos para supervisionar pastas como Finanças, Defesa, Relações Exteriores e Interior.
Grupos de apoiadores dos militares foram às ruas de Rangoon agitando bandeiras do país em carreatas. "Hoje é o dia em que as pessoas ficam felizes", disse um monge nacionalista a uma multidão, segundo vídeo no Facebook.

 

Fonte: FOLHAPRESS